Texto: Efésios 4: 1-16
A palavra do apóstolo Paulo à igreja de Éfeso resiste ao tempo e assume os contornos de uma contemporaneidade real, presente na vida dos cristãos de hoje. Um dos desafios do cristão é o seu triplo relacionamento: Deus-Igreja-Irmãos. É na vida em comunidade que somos desafiados a adotar a verdadeira postura do discípulo de Cristo, comprometido com a Sua Palavra, isto é, envolvido com uma vida verdadeira, plena e conseqüente. Esta é a vocação a que fomos chamados. A cada dia se faz mais visível as diferenças dos que experimentam uma vida em grupo, uma vida comunitária. As igrejas têm tentado manter esse precário equilíbrio, ora impondo regras e condutas, ora aprisionando ainda mais as pessoas numa redoma alienante, que nos afasta da realidade e da graça. Paulo percebe a realidade dos efésios e estabelece três diagnósticos:
1. A unidade exige esforço individual e coletivo- A pluralidade da vida e das pessoas necessitam uma compreensão de que as diferenças podem ser construtivas e não necessariamente antagônicas. A unidade é um compromisso que exige humildade, paciência e mansidão. Podemos nos suportar em amor, para preservar a unidade na paz. A consciência da diversidade é a motriz da maturidade cristã a partir da percepção de que não precisamos unanimidade, há não ser a do Cristo. Podemos nos relacionar numa comunidade de fé com nossas idéias, conceitos e valores sem que o outro- o nosso próximo se sinta agredido ou ameaçado por discordâncias. O importante é ouvir e compreender que não deixaremos de amar o nosso irmão porque discordamos dele. Podemos construir juntos uma igreja que ama e acolhe a todos, quando nos esforçamos para preservar a unidade.
2. Nossas diferenças contribuem para o aperfeiçoamento do Corpo de Cristo- A diversidade de dons e talentos na igreja é uma prova incontestável de que o Espírito Santo concede a cada um atributos cujo objetivo é o crescimento espiritual da igreja. Na distribuição dos dons compreendemos que as partes são importantes, cada uma com a sua função ou finalidade; e juntas, compõem um só corpo que deve funcionar segundo a justa cooperação de cada um. Nenhuma parte é menos importante que a outra. E o todo deve caminhar para o crescimento e aperfeiçoamento tendo como parâmetro a plenitude do varão perfeito, Jesus Cristo.
3. A unidade é Cristo- Nada disso teria importância se o objetivo maior não fosse a edificação e a maturidade que são as ferramentas que capacitam o cristão a discernir o que é essencial e o que é secundário. O crescimento nos permite compreender e nos proteger das artimanhas dos homens, para que não sejamos levados pelos ventos de doutrinas, tão comuns hoje, numa sociedade babel de cultos e crenças. Somos avassalados por idéias e conceitos distantes dos ensinamentos de Cristo, mas utilizados exaustivamente pela mídia, que confunde e distorce a verdade. A maturidade é o escudo que nos abriga da infantilidade espiritual que agita de um lado para outro, sem um rumo definido.
Paulo nos chama à unidade através das nossas ações, para que nós com os nossos dons e talentos possamos servir e edificar o Corpo de Cristo, compreendendo as nossas diferenças e nos aperfeiçoando numa só engrenagem sob a soberania de Jesus Cristo.
Que Deus nos abençoe!.
Rev. Teo
O Culto Cristão é um momento especial de adoração e louvor ao nosso Deus. É um tempo de íntima comunhão com o nosso Senhor e comunhão com os nossos irmãos, juntos no templo, compartilhando a Palavra de Deus, a mensagem e a Santa Ceia. Nessa ocasião o Espírito Santo se manifesta em nossos corações e através dos sentidos e da nossa percepção, compreendemos verdadeiramente que somos membros de um só corpo, unidos em amor. Com certeza foi essa a experiência que vivemos no último culto dominical da nossa igreja, um momento especial para a vida de todos nós. A presença do nosso novo Bispo Diocesano, D.Sebastião Gameleira, trouxe um brilho diferente na nossa celebração, um clima de harmonia e paz, que com certeza inaugura uma nova etapa para a nossa igreja e para a nossa comunidade. Nosso Deão Sérgio, impregnado de uma saudade antecipada, foi um valioso mensageiro da Palavra de Deus.
Amigos, velhos amigos e amigos novos se encontraram, se irmanaram e se emocionaram todos ali juntos na nossa Catedral que aos poucos vai tomando sua forma, a cada tijolo e pedra colocados. Essa construção sinaliza que podemos também reconstruir a nós mesmos. Assim como a ampliação do templo se faz necessária para atender as necessidades de um espaço adequado e digno de adoração, nós precisamos renovar e reconstruir a nossa vida cristã, a partir dos valores e ensinamentos do Cristo. Precisamos refletir o amor de Deus em nós, e para que isso seja visível se faz necessário que as nossas velhas estruturas sejam reformadas; que nos apresentemos ao Senhor com disponibilidade, coragem e determinação para trabalhar na obra do Reino. Mas fundamentalmente, que possamos amar o nosso irmão sem restrições. Deve ser a característica da nossa comunidade o acolhimento em amor e o estar disponível para servir.
Um coração disposto a obedecer a Deus e amar o próximo em serviço (que é a forma prática do amor) é tudo que Deus quer. Uma comunidade fraterna que consegue superar suas diferenças e dificuldades, através do apoio e do serviço deixa marcas indeléveis em todos aqueles que de uma forma ou de outra um dia estenderam a mão e pediram ajuda. Foi isso que Jesus fez por mim, por você, por nós todos.
Rev. Teo
Texto: Mateus14:25-33
Jesus nos convida a caminhar e experimentar a maravilhosa aventura de seguir a Deus. Assim como o povo hebreu passou pelo Mar Vermelho em direção à liberdade e à Terra Prometida, Jesus convida Pedro a caminhar sobe as águas, o maior desafio de sua vida. Em meio a uma tempestade, mar revolto e ventos fortes, Pedro sai do barco em direção a Jesus e naquele momento vive uma experiência inigualável: Anda por sobre as águas. Mas, ao observar o vento, sente medo, vacila e afunda. Jesus estende a sua mão e salva Pedro, dizendo que ele tinha uma pequena fé.
Andar sobre as águas implica em três desafios:
1) Enfrentar e vencer nossos medos e inseguranças- O chamado de Deus para nossas vidas implica em confiança plena nos seus propósitos, e principalmente, que Ele estará ao nosso lado, dirigindo nossas vidas, cuidando e nos protegendo. Quem anda sobre as águas aceita o medo como preço do crescimento, mas não se entrega a ele. Sabe que vai ter problemas, mas tem confiança de que a solução virá de Deus. Quem anda sobre as águas sabe administrar os fracassos como uma etapa de aprendizagem necessária para a vida. O fracasso não é algo que acontece, mas o julgamento do resultado final dos nossos atos. Pedro não conseguiu permanecer sobre as águas. Ele fracassou? Acho que Pedro não fracassou, apesar de por um momento, vacilar e afundar. Creio que havia onze fracassos bem maiores sentados no barco, em silêncio. O pior fracasso não é afundar nas águas. O pior fracasso é não sair do barco.
2) Conhecer e abraçar o chamado de Deus para nossa vida- Deus tem um propósito e precisamos conhecê-lo. Mais que conhecê-lo, é vital que aceitemos esse chamado.Quem anda sobre as águas sai do barco. Toma uma decisão, e deixa a segurança do barco para a grande aventura de seguir a Deus e andar sobre as águas. Quem anda sobre as águas aprende a esperar no Senhor.
3) Experimentar a força do poder de Deus e romper os limites- Andar sobre as águas é o desafio maior de seguir nossa vida sem tocar o chão seguro; é caminhar não por nossas forças e certezas mas baseado no que Deus tem prometido para nós. Quem anda sobre as águas estabelece uma relação mais profunda com Deus.Jesus ainda procura pessoas que saiam do barco. Por que devemos correr esse risco?
a) É o único jeito de crescermos de verdade
b) É o caminho para o desenvolvimento de uma fé madura
c) É a alternativa a uma vida medíocre e estagnada
d) É assim que você descobre o chamado de Deus para a sua vida
Há váriaos motivos para sairmos do nosso barco e andar sobre as águas, mas há um que supera todos os outros: É nas águas que está Jesus.
Rev. Teo
Outra parábola lhes propôs, dizendo: " O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos.