Grão de Mostarda

“…o reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda…” Lucas 13:31

23/2/10

Carnaval: Onde Está Deus?

 

Muito se tem falado a respeito do Carnaval, sem dúvidas, uma das festas mais populares do nosso país. É uma expressão da cultura e do folclore do povo. Tem origem em rituais pagãos, mas essa característica vem se diluindo ao longo do tempo, perdendo hoje essa identidade, mas persistindo um caráter de sarcasmo e zombaria, debochando de pessoas, instituições e princípios. É uma festa que celebra a alegria, mas também tem uma conotação de transgressão: desconstrói valores e incentiva a busca desenfreada ao prazer. No centro de tudo isso, as pessoas manifestam seu caráter e personalidade, como em qualquer outra situação, bastando apenas que as circunstâncias sejam favoráveis. Isto significa que o ser humano não se torna pior ou melhor no Carnaval, mas ele tem a oportunidade de mostrar a sua verdadeira face.

Para alguns cristãos o Carnaval se reveste de certa ambigüidade porque questiona princípios sedimentados e traz dúvidas com relação a juízo de valor. Pode o cristão brincar o Carnaval?  Se você se comporta de forma correta e digna, há algum mal em participar?

Todos têm consciência de que os mandamentos de Deus não são abolidos durante o Carnaval ou em qualquer outra festa ou data. Deus não se agrada do pecado, seja ele qual for. Tão importante quanto o pecado, a ação que nos afasta da presença de Deus, é a motivação que está em nosso coração.  Para o apóstolo Paulo, não há um justo sequer, pois todos pecaram. Essa consciência é importante porque somos tentados a julgar os irmãos, esquecendo-nos das nossas faltas e erros. Deus não se agrada da hipocrisia. Muitos cristãos aparentam uma vida de santidade, mas no seu interior abrigam desvios de caráter profundos. Olham o cisco no olho do outro e não enxergam nada.  Seus olhos são como escamas. 

Pode Deus estar presente no Carnaval?  Com certeza Deus olha e ama a todos. A sua Palavra nos garante que Ele nos ama de forma incondicional e não há nada que nos separe do seu amor. Nem há nada que possamos fazer para modificar isto. O salmista nos diz: Bem aventurado aquele que não caminha com pecadores nem tem comunhão com os escarnecedores.  Você consegue se movimentar nesse meio e não ser contaminado? Continua sendo exemplo e testemunha de Cristo?

Três reflexões para a nossa meditação:

Primeira: Toda e qualquer atividade, todo e qualquer movimento podem ser propícios para a graça quanto para o pecado. Às vezes as mesmas atitudes e gestos podem traduzir graça ou pecado; depende de quem os faz, como os faz e com que motivações os faz.                                               

 Segunda: Precisamos ser coerentes com o que acreditamos e professamos. Jesus denunciou várias vezes os fariseus por suas posturas hipócritas e enganadoras. Um bom exemplo de ser cristão é ser autêntico.

Terceira:  Cada um faça a sua opção com base no seu próprio coração. Procure estar sempre no centro da vontade de Deus.

                                                             Rev. Téo Leite

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8/2/10

ANGLICANOS OU CATÓLICOS ROMANOS?

A comunidade anglicana foi surpreendida com as novas orientações da Igreja Católica Romana acolhendo anglicanos insatisfeitos. Em que pese um sinal visível de tolerância e visão ecumênica de Roma, pois há muito tempo se estabeleceu uma comissão para o diálogo entre as duas igrejas que vinha se mostrando infrutífero; esta nova disposição da Igreja Romana não parece tão simples assim.

A Igreja Anglicana é uma das igrejas históricas da Reforma Protestante e mesmo adotando aspectos litúrgicos semelhantes a Igreja Católica, possui diferenças profundas, na sua eclesiologia e doutrina. Voltar a Igreja Católica Romana significa para a maioria dos Anglicanos renunciarem ao seu ethos e às suas convicções mais sedimentadas. A Igreja Anglicana conseguiu uma identidade própria que é uma constante tentativa de acomodar suas diferentes tendências e correntes num equilíbrio entre o catolicismo romano e o protestantismo clássico denominado “Via Média”. Essa capacidade de convivência com a alteridade é fundamental para a sobrevivência institucional. Há pelo menos três grandes tendências teológicas que se agrupam como: “Anglo-católicos”, “Liberais” e “Evangélicos”. Esse pluralismo caracteriza o ethos anglicano no qual, segundo Paul Tillich, consegue manter a Substância Católica e o Princípio Protestante.

No Recife, os anglicanos em comunhão com a Sé de Cantuária, membros da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil são na sua maioria evangelicais cuja herança reformada é um precioso bem a ser conservado. E não pretendem abrir mão dos valiosos princípios de Martinho Lutero que tão apropriadamente expôs a imperiosa necessidade de mudar estruturas e conceitos.

Problemas relacionados a ordenação e ao casamento de homossexuais não são privilégios dos anglicanos, apesar de circunscritos a determinadas paróquias no Canadá e EUA. Outras denominações convivem com este desafio. A questão da ordenação feminina na Igreja Anglicana é matéria consolidada e apenas para os mais ortodoxos e tradicionalistas é que se constitui incômodo.

Ficar ou não é uma questão de exercer na sua plenitude o conceito de inclusividade, característica dos anglicanos de abrigarem diversas correntes e tendências que podem conviver respeitando as diferenças. Por isso a Igreja Anglicana não é uma igreja confessional ou doutrinal e sim uma igreja credal, exigindo de seus membros que vinculem a fé aos credos históricos da igreja antiga. Essa liberdade de expressão é a nossa característica e o diferencial da nossa igreja. Voltar para Roma quem sabe é o desejo de alguns que talvez nunca chegaram ou que nunca se sentiram anglicanos de verdade, mas que optaram ficar por não terem opção.

A Igreja Anglicana não é resultado de uma cisão de Roma, mas fruto de uma história de lutas durante décadas, que se inicia com o Ato de Supremacia de Henrique VIII, que a princípio apenas trocou o mandatário da igreja (o Papa pelo Rei) preservando a mesma estrutura litúrgica e hierárquica; mas se consolida com a influência dos reformadores luteranos e calvinistas da Europa Continental, preservando a tradição e a liturgia. Somos quase noventa milhões espalhados por todo o planeta, parcela da Igreja de Cristo, comprometidos com o Evangelho do Senhor. É neste caminho que queremos continuar prosseguindo.

Rev. Teo Leite

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8/7/08

LOUVOR E ADORAÇÃO


“ Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”. João 4:23
 

 

                 Deus busca em cada um de nós um adorador verdadeiro. Não apenas aquele que canta ou toca um instrumento, mas aquele que faz brotar do fundo da sua alma o louvor verdadeiro, a perfeita adoração ao nosso Deus, que é digno de todo louvor. Essa disposição é fundamental para que possamos ter uma igreja comprometida e engajada nos princípios do Reino.  Deus busca em nós também a coerência com o que professamos e o que testemunhamos com as nossas atitudes. O louvor faz parte do culto Cristão e é importante na vida da comunidade de fé porque exercita e aprofunda a nossa comunhão com Deus.
                   Não apenas louvar, mas transformar as palavras do louvor em verdades para as nossas vidas. Não apenas adorar, mas transformar a adoração em serviço, sair da teoria para a prática, do pensar para o agir.
                   O louvor, o sacrifício de louvor, de acordo com a própria Bíblia, é o fruto dos lábios que confessam o nome de Jesus (Heb.13:15). Então, expressamos a nossa fé pelo louvor e abrimos o nosso coração para que Deus nos fale através dos cânticos.
                    Adorar a Deus é reconhecer e confessar Sua glória, Seu poder, Sua majestade, Sua magnificência, não importando o que Ele faça ou deixe de fazer. A adoração é pelo que Deus é.
                    Na adoração, nos humilhamos diante de Deus, reconhecemos e exaltamos a sua glória, majestade e poder. Às vezes mesmo sem palavras.
Na adoração nada se pede, nada se reivindica, nada se agradece. Apenas se exalta e glorifica ao Senhor nosso Deus. Apenas… se adora e se alegra pela simples presença de Deus. E é a Palavra de Deus que nos garante que Deus habita entre os louvores (Sl 22:3).
                     Você é um verdadeiro adorador? Deixe fluir o amor de Deus através dos louvores e experimente a Sua presença maravilhosa entre nós! Peça a Deus:
Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor.    (Salmo 51:15)

         
                                                                                                        

                                                                                          Rev. Teo

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4/1/08

ANO NOVO VIDA NOVA

“Se Alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 

II Coríntios 5:17

                Não precisamos de um novo ano para mudar a nossa vida. Precisamos sim, deixar que Cristo assuma o controle e a direção da nossa caminhada. O apóstolo Paulo sabia que todos aqueles que verdadeiramente se colocavam como servos de Deus, seguidores de Jesus, estavam modificados pelo amor e suas vidas já não eram as mesmas. Porque a força transformadora do amor de Deus que nos foi revelada por Jesus é capaz de alterar de forma indelével o nosso caráter. Tudo então toma uma característica transitória, todas as coisas já fazem parte do passado e se descortina uma nova perspectiva, uma nova vida…uma vida com propósito e significado!

              O ano de 2008 se apresenta a todos nós, e em particular aos membros da Catedral da Santíssima Trindade, como um ano de trabalho na seara do Senhor. Em 2007 Inauguramos o nosso novo templo, nos organizamos e estamos reestruturando a nossa Diocese, enfim, terminamos um ano de reconstrução que foi muito abençoado por Deus. Agora é hora de crescermos espiritualmente. É hora de buscarmos juntos a maturidade espiritual, através da oração, do estudo da Palavra, exercitando o amor, a compreensão, a tolerância e o perdão. Essas são as marcas do Cristão comprometido com o Reino de Deus e que busca estar no centro da Sua vontade.

               Uma comunidade de fé é antes de tudo uma comunidade terapêutica que procura tratar uns aos outros, amparando e dividindo as cargas. É um grupo que se propõe a cuidar, acolher e amar as pessoas, sem distinção. Para que isso ocorra precisamos sarar as nossas feridas, curar as nossas dores e abrir os nossos corações para que o amor de Deus complete a sua obra em nós. Mesmo dentro da nossa imperfeição podemos ser melhores e mais parecidos com Jesus. Só poderemos amar plenamente o nosso irmão quando compreendermos que esse é o mandamento que Jesus deixou para nós. Não apenas uma letra, uma lei distante no tempo e no espaço; mas algo real que fará toda a diferença para o nosso tempo, o nosso mundo! Que as pessoas possam ver refletidas em nós o amor de Cristo! 

                                                                                        Rev. Teo Leite
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3/12/07

Natal: Uma Alegria Passageira?

                    Num mundo de conflitos e violência diária, no qual o homem a cada dia se revela seu pior predador, o Natal se apresenta como um tempo de trégua, o armistício tão desejado num momento de guerra. Mesmo que apenas uma vez ao longo dos dias que compõem o ano, algumas pessoas conseguem parar e refletir sobre suas vidas embaladas no clima natalino de paz e fraternidade. 
                   Salomão com a sua sabedoria afirmou que tudo tem seu tempo. E é nesse tempo que podemos desacelerar, reduzir a velocidade dos nossos dias tão conturbados em busca, às vezes, de objetivos irreais e inalcançáveis, e fitar nossos olhos em outras paragens. No Natal devemos mudar de janela! É a oportunidade de enxergarmos o mundo sob uma outra óptica, uma outra visão, a visão de Cristo. 
                   Para nós, o Natal é a promessa renovada, a esperança reacendida da presença encarnada de Deus entre nós. O advento é o momento de espera da vinda do Salvador do mundo, aquele que transformou as estruturas e conceitos, aquele que mudou de forma radical a nossa percepção da vida e da nossa existência, um marco, um divisor de águas. Jesus deixou para todos nós uma mensagem indelével nos nossos corações; uma alternativa possível à nossa experiência de vida limitada e pobre espiritualmente. O apóstolo Paulo percebe a dimensão do que Deus reservou para nós e nos anima na sua carta aos Coríntios (2:9):

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem aquilo que Deus preparou para os que o amam”

                    Com Cristo aprendemos que a alegria do Natal não é efêmera, pois a sua presença entre nós é real e constante. A alegria do Cristão extrapola limites do calendário e se estende no seu dia-a-dia. Não apenas no Natal, mas todos os dias do ano são oportunidades para exercermos a nossa solidariedade, esse gesto tão significativo que consolida o nosso amor ao próximo, e nos possibilita alegrarmos no Senhor.
                     A mensagem do Natal pode ser traduzida em amar a Deus com a toda a expressão das nossas emoções e sensações sem deixar, porém, a nossa razão alienada e sem excluir a nossa vontade e percepção da realidade; e estender as nossas mãos a todos aqueles que estão excluídos e à margem da justiça social. O menino Jesus nasceu para todos.
Feliz Natal!                                                                                         

                                                                                          Rev. Teo Leite

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28/6/07

PERDENDO A IDENTIDADE

 

 

Como Ser um Verdadeiro Cristão no Mundo de Hoje?

           A Mensagem de Jesus parece hoje estar na contramão da história quando percebemos que os valores que regem nossa sociedade pós-moderna se opõem diametralmente a ela. Caminhamos cada vez mais distantes dos ensinamentos de Cristo e ao nos depararmos com o descaso com que o ser humano é tratado e valorizado nos assombramos diante de tudo isso. No mundo globalizado onde as comunicações em tempo real superam todos os obstáculos, a violência em todas as suas formas (ação e omissão) chega dentro da nossa própria casa. Assim como Jonas sucumbiu à tempestade, somos tragados para as profundezas de um caos social que deforma a nossa identidade e consequentemente os nossos valores. O apóstolo Paulo nos adverte: “E Não vos conformei com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente…” (Romanos 12:2). Não só a não aceitação das coisas como vêm acontecendo, mas a compreensão do nosso papel diante de uma sociedade cujas engrenagens perversas aprisionam o ser humano. 
          Ser Cristão no mundo de hoje é resistir. Resistir à tentação do que é fácil; resistir aos apelos da indiferença; resistir e manter a identidade de Cristão num mundo que hostiliza àqueles que andam em caminhos diferentes que o modelo impõe. Percebemos que aqueles cujas convicções não são das mais sólidas e não dispõem do apoio de comunidades de fé, acabam perdendo a sua identidade e se confundem no meio da multidão disforme. 
           Deus nos chama ao compromisso. Chama-nos a uma vida de coerência e principalmente, a uma vida que tenha significado. Compromisso com a sua Palavra, coerência com o exemplo de Jesus e significado porque somos seus seguidores e acreditamos nas suas promessas.
Rev. Teo

criado por teo.n    22:36 — Arquivado em: Reflexão

1/4/07

IDENTIFICAÇÃO

Quem você pensa que é?
Nós todos temos uma resposta a essa pergunta baseada na experiência passada, no que nós ouvimos de outras pessoas e no que nós fazemos.
E se houvesse algo mais que você não percebesse?
E se Deus que conhece você mais do que você próprio lhe escrevesse uma carta, o que Ele tem a dizer sobre você?

criado por teo.n    17:43 — Arquivado em: Reflexão

23/1/07

A Fé

                        A Palavra fé, na linguagem comum significa a confiança em alguma coisa que não se pode provar inteiramente pela lógica do nosso conhecimento ou raciocínio, mas em que as lacunas que não permitem essa demonstração puramente racional são explicadas por outros meios, como a nossa experiência pessoal ou de outros, e em que não está alheia a nossa vontade de aceitar essa confiança.

                        Penso que não é possível definir inteiramente o que é fé, o que no entanto não é impedimento a que se possa meditar sobre a fé. Por um lado não se pode considerar a fé como uma atitude tipicamente racional, mas também não é uma atitude simplesmente emocional. Penso que é uma emoção que não prescinde do nosso intelecto até onde ele nos possa ajudar, com alguma coisa instintiva, como se o ser humano já tivesse uma fé latente, embora o raciocínio puro e simples a rejeite. Associamos a fé com a coragem, a determinação; e consequentemente a falta de fé com o medo.

                        O medo parece estar ligado ao ser humano desde os primórdios do tempo e faz parte da vida porque representa as nossas sensações mais profundas, nossos temores ocultos. Na vida cristã a fé é a possibilidade real de superar o medo porque destroi a sensação de desamparo e solidão diante das situações de dificuldades que nos deparamos na nossa caminhada. Jesus é a fonte da nossa coragem e quem nos impulsiona para frente na direção certa.

                        "Se o medo bater na sua porta mande a fé abrir e você verá que não há ninguém"  Essa máxima Cristã é verdadeira na medida em colocamos a nossa confiança em Deus. Ele é o Senhor de todas as coisas e Ele cuida de nós. Tenha fé!

                                                                            Rev. Teo

criado por teo.n    22:56 — Arquivado em: Reflexão

26/9/06

Te Encontrar, foi tão bom…

                Seguramente este foi um final de semana especial na nossa vida e na vida de oitenta e oito jovens que estiveram no Quartel do 7º DSUP no Cabanga. Não conheço o comandante do quartel, não sei se ele é cristão ou se professa alguma outra fé, mas sei que o seu gesto de ceder aquela unidade do exército para que a nossa comunidade pudesse realizar mais um Encontro de Jovens com Cristo-EJC, foi uma valiosa contribuição na construção do Reino de Deus.
                 Ali, nesses dias, fomos acolhidos de uma forma especial e para a nossa surpresa e alegria, tivemos total liberdade de ação e movimento. Nos chamou a atenção a beleza e o cuidado que é dispensado àquele lugar que serviu de palco para que a mensagem de Cristo fosse proclamada e que vidas fossem resgatadas e transformadas pelo amor de Deus. A alegria da juventude é contagiante e nos sentimos renovados e fortalecidos quando percebemos que o nosso trabalho não foi em vão. Deus se fez presente naquele lugar. Pudemos perceber claramente isso no sorriso e também nas lágrimas daqueles jovens. Jovens que ali chegaram com seus problemas, suas duvidas e necessidades; jovens que buscavam alívio para as dores e cura para as suas feridas. Jovens que ali vieram com sede e puderam beber da fonte de água viva. Pois Jesus disse: “…o que vem a mim jamais terá fome; o que crê em mim, jamais terá sede” . (João 6:35) 
                É gratificante ver toda a nossa comunidade envolvida e participando diretamente do evento. É emocionante ver o agir de Deus sobre a vida daqueles jovens e da nossa vida também. Somos gratos a todas as comunidades que nos ajudaram doando seu precioso tempo e trabalho. Que Deus possa abençoa-los ricamente. E que Jesus possa nos manter unidos, em comunhão, com o firme propósito de continuarmos nesse obra que não é nossa mas dele, a quem devemos toda honra, glória e louvor. Amém!
                                                                                              Rev. Teo

criado por teo.n    8:43 — Arquivado em: Opinião

5/9/06

Unidos para Servir

Texto: Efésios 4: 1-16 

                A palavra do apóstolo Paulo à igreja de Éfeso resiste ao tempo e assume os contornos de uma contemporaneidade real, presente na vida dos cristãos de hoje. Um dos desafios do cristão é o seu triplo relacionamento: Deus-Igreja-Irmãos. É na vida em comunidade que somos desafiados a adotar a verdadeira postura do discípulo de Cristo, comprometido com a Sua Palavra, isto é, envolvido com uma vida verdadeira, plena e conseqüente. Esta é a vocação a que fomos chamados. A cada dia se faz mais visível as diferenças dos que experimentam uma vida em grupo, uma vida comunitária. As igrejas têm tentado manter esse precário equilíbrio, ora impondo regras e condutas, ora aprisionando ainda mais as pessoas numa redoma alienante, que nos afasta da realidade e da graça. Paulo percebe a realidade dos efésios e estabelece três diagnósticos:

               1. A unidade exige esforço individual e coletivo- A pluralidade da vida e das pessoas necessitam uma compreensão de que as diferenças podem ser construtivas e não necessariamente antagônicas. A unidade é um compromisso que exige humildade, paciência e mansidão. Podemos nos suportar em amor, para preservar a unidade na paz. A consciência da diversidade é a motriz da maturidade cristã a partir da percepção de que não precisamos unanimidade, há não ser a do Cristo. Podemos nos relacionar numa comunidade de fé com nossas idéias, conceitos e valores sem que o outro- o nosso próximo se sinta agredido ou ameaçado por discordâncias. O importante é ouvir e compreender que não deixaremos de amar o nosso irmão porque discordamos dele. Podemos construir juntos uma igreja que ama e acolhe a todos, quando nos esforçamos para preservar a unidade.

                 2. Nossas diferenças contribuem para o aperfeiçoamento do Corpo de Cristo- A diversidade de dons e talentos na igreja é uma prova incontestável de que o Espírito Santo concede a cada um atributos cujo objetivo é o crescimento espiritual da igreja. Na distribuição dos dons compreendemos que as partes são importantes, cada uma com a sua função ou finalidade; e juntas, compõem um só corpo que deve funcionar segundo a justa cooperação de cada um. Nenhuma parte é menos importante que a outra. E o todo deve caminhar para o crescimento e aperfeiçoamento tendo como parâmetro a plenitude do varão perfeito, Jesus Cristo. 

                 3. A unidade é Cristo- Nada disso teria importância se o objetivo maior não fosse a edificação e a maturidade que são as ferramentas que capacitam o cristão a discernir o que é essencial e o que é secundário. O crescimento nos permite compreender e nos proteger das artimanhas dos homens, para que não sejamos levados pelos ventos de doutrinas, tão comuns hoje, numa sociedade babel de cultos e crenças. Somos avassalados por idéias e conceitos distantes dos ensinamentos de Cristo, mas utilizados exaustivamente pela mídia, que confunde e distorce a verdade. A maturidade é o escudo que nos abriga da infantilidade espiritual que agita de um lado para outro, sem um rumo definido.

                   Paulo nos chama à unidade através das nossas ações, para que nós com os nossos dons e talentos possamos servir e edificar o Corpo de Cristo, compreendendo as nossas diferenças e nos aperfeiçoando numa só engrenagem sob a soberania de Jesus Cristo.
Que Deus nos abençoe!.

                                                                                                  Rev. Teo

criado por teo.n    7:32 — Arquivado em: Reflexão
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